A polarização nas eleições brasileiras
Coluna Navegação em Foco - Por Luiz Omar Pinheiro - Edição da terça-feira
A polarização entre esquerda e direita nas eleições brasileiras tem sido nefasta para a democracia, dificultando o surgimento de novas lideranças com maior visão programática, que apresentem propostas e promovam as mudanças substantivas de que o país necessita há muito tempo.
Em meio a esse espúrio jogo de interesses, os partidos políticos foram se multiplicando e já somam trinta siglas, a maioria sem representatividade e sem qualquer compromisso com seus mandatos.
A vida pública transformou-se em balcão de negócios para políticos carreiristas, sem o menor compromisso com os ideais democráticos, o desenvolvimento socioeconômico e o combate ao crime organizado, que cresce de forma avassaladora em todos os estados, sob a anuência ou a indiferença de quem deveria combatê-lo.
Seja em âmbito federal ou estadual, a nação assiste, estarrecida, a todo tipo de escândalo envolvendo o erário público, seja nas polpudas emendas parlamentares, em bancos particulares e fintechs ou nas escorchantes plataformas on-line que comandam as bets, jogos de azar que têm levado milhões de famílias à desgraça e rendem ao Governo Federal cerca de R$ 30 bilhões em impostos.
Enquanto o crime organizado se instala em todas as instâncias do poder, sob os olhos intrigados da população, parte dessa mesma sociedade sente-se à vontade para furtar fios de iluminação pública, celulares, veículos, bicicletas e qualquer outro bem que possa render algum dinheiro. Afinal, o exemplo vem de cima, como já diziam nossos avós.
Mais de 30% da população já desistiram de votar e perderam a fé no sistema político brasileiro. Mas, como o brasileiro nunca desiste, quem sabe surja um salvador da pátria capaz de dar um basta em toda essa insanidade e colocar este rico e maravilhoso país novamente nos trilhos. Depende do nosso voto, consciente e isento, para que isso aconteça.
Mudança no futebol paraense
No último dia 20, a FPF-PA publicou, em seu site, uma portaria informando que o senhor Fernando José de Castro Rodrigues, em 10/07/2026, declinou do convite da entidade para assumir novamente a Presidência da Comissão de Arbitragem do Pará, por motivos pessoais. Entretanto, existem denúncias contra o agora ex-presidente da Comissão de Arbitragem do Pará no Conselho de Ética do Futebol Brasileiro e na Delegacia de Proteção ao Torcedor e Grandes Eventos.
As denúncias apontam supostos desvios de conduta e interferência externa nas decisões da equipe de arbitragem. A mais grave refere-se à alteração de um cartão vermelho por um árbitro, após autorização do então presidente da Comissão de Arbitragem, que teria atendido a um ofício encaminhado por um clube quatro dias após a realização da partida.
Segundo as denúncias, o ex-presidente da Comissão de Arbitragem teria violado os princípios da impessoalidade, da moralidade, da legalidade e da ética desportiva ao autorizar a alteração do cartão vermelho sem possuir competência para esse ato. Já imaginou se essa prática se tornasse comum?
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção ao Torcedor e Grandes Eventos. Parabéns ao presidente Ricardo Gluck Paul pela decisão de não reconduzir o agora ex-presidente da Comissão de Arbitragem.
Futebol não é terra sem lei.

MARES & RIOS
TURISMO - Segundo dados da Embratur, o turismo no Pará cresceu 80% após a realização da COP 30 e mantém esse ritmo em 2026, com hotéis e pontos turísticos muito procurados por brasileiros e estrangeiros. No Ver- -o-Peso, na Estação das Docas e no Porto Futuro, nossos principais cartões-postais, a percepção é a mesma. Estâncias balneárias como Soure, Salinas, Cametá e Curuçá receberam grandes contingentes de turistas durante o mês de julho.

MELHOR IDADE - O Governo Federal anunciou a criação da Política Nacional de Proteção ao Idoso. Atualmente, as pessoas com 60 anos ou mais representam cerca de 10% da população brasileira, percentual que deverá dobrar na próxima década. Em Belém, esse índice é ainda maior: cerca de 16% da população tem mais de 60 anos, o que equivale a pouco mais de 200 mil pessoas.
Para atender esse público, o governo pretende criar um cadastro nacional de idosos e implantar um programa de visita solidária assistida, por meio do qual voluntários, organizações sociais e servidores do Sistema Único de Saúde realizarão visitas semanais às residências dessas pessoas.
ÁGATA 2026 - Como parte das ações da Operação Ágata Amazônia Oriental 2026, o Comando Operacional Conjunto Amazônia Oriental promoveu, nos dias 1º e 2 de agosto, uma importante ação de assistência à população no Trapiche Chico Sampaio, no Distrito de Outeiro, em Belém.
A bordo do Navio de Assistência Hospitalar “Sargento Lima”, da Marinha do Brasil, foram realizados 132 atendimentos médicos e odontológicos, além de palestras de prevenção ao escalpelamento. A iniciativa contou ainda com o apoio da ONG Amigos Voluntários do Pará, do Sesi e da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), reforçando o compromisso das Forças Armadas com a promoção da saúde e do bem-estar das comunidades ribeirinhas.

CARNAVAL - A Praia do Farol, em Mosqueiro, foi palco de um grande encontro do samba no último domingo, marcando o lançamento da campanha “Carnaval é no Carnaval”, promovida pela LIPAC e pela LIESBE.
O evento reuniu apresentações das escolas filiadas à LIPAC e contou com a participação da escola de samba Quem São Eles, representante da LIESBE, atraindo grande público e reforçando o clima de união em defesa do carnaval paraense.
A campanha foi muito bem recebida pelo público presente e pelos sambistas que defendem o retorno dos desfiles ao seu período tradicional. A mobilização terá sequência com novos eventos promovidos pela LIPAC e pela LIESBE até o fim do ano, fortalecendo a preparação para o Carnaval de 2027.

Integrantes da Orquestra de Percussão do Quem São Eles.
ALERTA - O avanço do El Niño no Oceano Pacífico acende um sinal de alerta para a Amazônia. Além da possibilidade de os termômetros registrarem temperaturas de até 3°C acima da média em algumas regiões, o fenômeno pode provocar redução no volume dos rios, agravamento da estiagem e aumento do risco de queimadas.
O cenário exige monitoramento constante e planejamento para minimizar os impactos sobre a navegação, o abastecimento das comunidades ribeirinhas e o meio ambiente.

Fonte: Coluna Navegação em Foco
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