Preço do trigo: Setor do trigo no Pará alerta para o rejuste de preços em abril
Instabilidade geopolítica afeta cadeia produtiva do trigo, gerando alta de preço em abril
Apesar da trégua nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã, os impactos da guerra continuam a afetar diversas cadeias produtivas globais. No Brasil, isso gera grande apreensão em setores como a Indústria, que monitoram de perto os desdobramentos da instabilidade internacional. Essa situação compromete a oferta global de produtos essenciais, como o trigo, e consequentemente pressiona a alta dos preços.
Diante deste cenário, o Sindicato das Indústrias do Trigo nos Estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Amapá (SINDITRIGO) se manifestou sobre os preços do trigo, matéria-prima fundamental para diversos alimentos, que estão previstos para registrar alta já no mês de abril.
Na região Norte, o reajuste no preço do trigo, com impacto na farinha, decorre principalmente do aumento dos custos logísticos, impulsionados pela elevação dos combustíveis e fretes, além das dificuldades de atendimento à região. Soma-se a isso outros fatores, como maior exigência por qualidade, com necessidade de trigos de maior teor de proteína, encarecendo a matéria-prima. “Embora a Argentina siga como origem mais competitiva, há limitações na qualidade disponível, exigindo complementação com trigos de padrão superior e maior custo. Adicionalmente, a partir de 1º de abril de 2026, passou a incidir PIS/COFINS sobre a importação, elevando ainda mais os custos. Diante desse cenário, os repasses de preço tornam-se inevitáveis para garantir o fornecimento com o padrão exigido”, afirmou o presidente do SINDITRIGO, Rui Brandão.
De acordo com Brandão, praticamente toda a cadeia de produção do cereal será afetada pela alta dos preços, atingindo produtos derivados e alimentos mais comuns à base de trigo, como pães, massas, biscoitos e bolachas, bolos e produtos de confeitaria, salgados e produtos industrializados.
Fonte: CA Comunicação
Texto: Ericka Alexandra/CA Comunicação
Via: Agência Logística de Notícias
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