Setor de supermercados representa 9,12% do PIB brasileiro e fatura R$ 1,067 trilhão, mostra pesquisa
Com faturamento recorde de R$ 1,067 trilhão, varejo alimentar nacional soma mais de 424 mil lojas em solo nacional
O varejo alimentar brasileiro destaca, de forma definitiva, sua posição como um dos principais motores sustentáveis da economia nacional. De acordo com os dados inéditos do Ranking ABRAS 2025, levantamento anual realizado pela Associação Brasileira de Supermercados, o setor passou a responder por expressivos 9,12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O estudo revela ainda que o consumo anual das famílias atingiu a marca de R$ 1,067 trilhão no período anterior, registrando um crescimento de 6,5% na comparação com o período anterior.
Atualmente, a estrutura do setor conta com 424.120 lojas espalhadas pelo território nacional, responsáveis pela geração de 9 milhões de empregos diretos e indiretos. Essa infraestrutura se divide em múltiplos formatos estratégicos para acompanhar a jornada do consumidor, abrangendo desde os tradicionais supermercados e hipermercados até formatos de forte expansão, como as lojas de vizinhança, atacarejos, lojas de conveniência, minimercados e o e-commerce.
Entre as maiores redes supermercadistas do Brasil, no topo do mercado nacional está o Grupo Carrefour, que manteve a liderança do ranking, com um faturamento de R$ 120,59 bilhões, seguido pelo Assaí Atacadista com R$ 80,57 bilhões e pelo Grupo Mateus com uma receita de R$ 36,38 bilhões no Nordeste. Os dados também apontam transformações importantes nos hábitos de consumo e na eficiência operacional das empresas. O uso de self check-outs, por exemplo, já representa 11,8% do total de caixas em operação no país.
Completando o Top 5 das maiores potências do setor, aparecem também o Supermercados BH, com R$ 21,27 bilhões, e o Grupo Pão de Açúcar (GPA), com R$ 20,04 bilhões. Somadas, as cinco maiores redes do país movimentaram R$ 278,87 bilhões, detendo uma fatia do mercado nacional.
Tecnologia na revolução financeira
Para além do faturamento, o estudo também destaca a transformação digital que redesenha a operação do varejo físico. O investimento em automação ganhou impulso para otimizar margens e reduzir fricção nas lojas a partir da adoção de terminais de autoatendimento. O uso de self check-outs, por exemplo, já representa 11,8% do total de caixas em operação no país.
Nas formas de pagamento, o cartão de crédito de terceiros lidera com 31% de representatividade na receita, enquanto modalidades digitais, como o Pix, avançaram para 17,3% de representatividade no faturamento das empresas.
A velocidade dessa transformação exige das lideranças uma leitura que vai muito além das gôndolas físicas. Para Emerson Larizza, CEO da Higge e especialista em comportamento de consumo e varejo, os dados da ABRAS dialogam diretamente com as tendências globais apresentadas no início deste ano na NRF (National Retail Federation), em Nova York. "Os números do ranking deixam claro que o varejo alimentar não é apenas uma engrenagem essencial, mas o verdadeiro termômetro da economia brasileira. Movimentar mais de R$ 1 trilhão e representar mais de 9% do PIB é um reflexo direto da resiliência do setor e da sua capacidade de se adaptar rapidamente às necessidades das famílias”, destaca o CEO.
Ainda de acordo com o executivo, o amadurecimento tecnológico do consumidor local, impulsionado pela busca por conveniência, posiciona o ecossistema brasileiro de negócios em um patamar de igualdade com os principais mercados mundiais. “Recentemente, na NRF em Nova York, debatemos sobre a convergência entre a eficiência operacional no 'backoffice' e a conveniência na ponta da experiência do cliente. Ver o avanço dos self check-outs e a consolidação de meios de pagamento digitais existentes só no Brasil, como o PIX, prova que o nosso mercado não está atrás de nenhum ecossistema global de tecnologia", finaliza Larizza.
Com o consumidor cada vez mais voltado aos multicanais que transitam entre o abastecimento mensal no atacarejo, as compras de conveniência no bairro e a reposição de urgência pelo meio digital, o mercado supermercadista de 2026 sinaliza que a escala ainda importa. No entanto, a agilidade e a inteligência de dados são as novas moedas de sucesso e expansão para o setor.
Fonte: Francielle Mesquita - Assessora de Imprensa
francielle.mesquita@searchonedigital.com.br
Via: Agência Logistica de Notícias
Contatos: +55 91 3212 1015 - 91 98112 0021
contato@agencialogistica.com.br














Comentários (0)
Comentários do Facebook