Diesel sobe 15,26% em 2026; lubrificantes e pedágios também registram alta
Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o cenário reforça a importância de monitorar os preços dos insumos e as condições econômicas que influenciam a atividade dos negócios
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do óleo diesel subiu 15,26% até setembro, impulsionado pela valorização do petróleo Brent ao patamar de US$ 100,00. No entanto, dados do Boletim de Conjuntura Econômica de outubro da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que outros componentes dos custos operacionais, como óleo lubrificante e pedágio, também registraram aumento neste ano.
De acordo com a CNT, o cenário reforça a importância de monitorar os preços dos insumos e as condições econômicas que influenciam a atividade dos negócios. Entre janeiro e setembro de 2026, o preço do óleo lubrificante acumulou alta de 14,09%, frente a 1,58% no mesmo período de 2025. As tarifas de pedágio também subiram, com avanço de 4,65%.
A entidade apontou que a inflação também pressionou o cenário econômico das empresas de transporte. Em setembro, o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% da meta de inflação. No mesmo intervalo, o grupo Transportes registrou alta de 3,94%.
Em outubro, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano, mesmo após cinco cortes consecutivos que somaram 1,25 ponto percentual desde março. Com isso, o Brasil manteve o maior juro real entre as principais economias analisadas pelo boletim, de 8,77% ao ano.
Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a análise conjunta dos indicadores econômicos é fundamental para compreender os fatores que afetam a operação das transportadoras. “A evolução dos custos dos insumos, combinada às condições de crédito e ao comportamento da atividade econômica, reforça a importância do planejamento das empresas de transporte e do acompanhamento do cenário econômico detalhado para a tomada de decisões”, apontou.
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RESULTADOS DOS SEGMENTOS
A CNT também revelou que o desempenho das atividades de transporte apresentou diferenças entre os segmentos nos oito primeiros meses de 2026. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, o volume de serviços de transporte, serviços auxiliares e correio caiu 1,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Na contramão desse resultado, o transporte terrestre avançou 0,8%, com altas de 2,6% no transporte rodoviário de passageiros e de 0,5% no de cargas. Entre os demais segmentos, o transporte aquaviário registrou queda de 0,2%, enquanto armazenagem, serviços auxiliares e correio recuaram 2,2%.
O transporte aéreo apresentou a maior retração, de 13,6%. Em agosto, porém, o volume de serviços do transporte aquaviário atingiu recorde histórico, ficando 49,3% acima do nível pré-pandemia.
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA
Recentemente, a CNT divulgou que o projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PLOA 2027), em tramitação no Congresso Nacional como Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 24/2026, prevê R$ 16,07 bilhões para investimentos na infraestrutura de transporte.
De acordo com a entidade, o valor representa uma redução de 4% em relação à proposta de 2026, apesar da alta projetada de 12,8% nos investimentos públicos federais totais, que devem alcançar R$ 297,60 bilhões.
Fonte: Redação - Mundo Logística
Via: Agência Logística de Notícias
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