FIEPA e Exército debatem futuro da Amazônia Oriental

Coluna Navegação em Fodo - Por Luiz Omar Pinheiro, sexta-feira

FIEPA e Exército debatem futuro da Amazônia Oriental
O general Bazi destacou a importância estratégica do desenvolvimento sustentável da Amazônia para o crescimento e a defesa do país.

Desafios de infraestrutura e logística, matriz energética, segurança alimentar, bioeconomia e dinâmica do mercado regional estiveram entre os temas debatidos durante o Painel do Campo Econômico, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em Belém. O encontro reuniu representantes dos setores produtivos e uma comitiva da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), como parte da formação dos oficiais do Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM).
O chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO), general Bazi, ressaltou a importância estratégica do desenvolvimento sustentável da Amazônia para o país, conciliando preservação ambiental e aproveitamento das potencialidades econômicas da região. O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, também destacou a necessidade de aproximar o setor produtivo e o Exército e defendeu o fortalecimento das atividades econômicas e industriais dentro das normas ambientais e sociais.
Durante a programação, representantes da FIEPA, FAEPA e Fecomércio-PA apresentaram perspectivas sobre os principais desafios e oportunidades da economia paraense. Foram abordados temas como gargalos logísticos, matriz energética, produção agropecuária, expansão da fronteira agrícola, bioeconomia, mercado consumidor, turismo e geração de empregos, relacionando o desenvolvimento econômico da Amazônia Oriental à ocupação do território, à proteção dos recursos naturais e às estratégias de segurança e defesa nacional.

O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, defendeu o fortalecimento da atividade econômica aliado à preservação socioambiental na Amazônia.

Miriti contra o escalpelamentotes

Estudantes de Medicina de Abaetetuba estão desenvolvendo um protótipo feito com miriti para proteger os eixos e partes móveis dos motores de pequenas embarcações, com o objetivo de prevenir casos de escalpelamento nos rios do Pará. Idealizado pela acadêmica Luana Costa Dias, do 8º período de Medicina, o projeto foi incorporado como ação de extensão da Faculdade de Medicina da Afya Abaetetuba. A proposta utiliza uma matéria-prima abundante na região e símbolo da cultura amazônica para criar uma barreira física leve, de baixo custo e adaptável às embarcações utilizadas pelas comunidades ribeirinhas.

Protótipo em miriti desenvolvido para proteger o eixo do motor e prevenir acidentes de escalpelamento.

O escalpelamento ocorre principalmente quando cabelos entram em contato com partes móveis e desprotegidas dos motores, podendo provocar o arrancamento parcial ou total do couro cabeludo e graves sequelas. Mulheres, crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas. Dados da Fapespa apontam que 67% das vítimas analisadas no Pará até 2023 tinham entre 2 e 18 anos. O problema permanece atual: em 2024, a Sespa registrou cinco casos no arquipélago do Marajó e, em 2025, outras três ocorrências no Estado. A palestrante Deusiane Pantoja de Almeida, conhecida como Anny Famozinha, vítima de escalpelamento em 2001, também participou do desenvolvimento da iniciativa, contribuindo com sua experiência.
O protótipo ainda está em fase de desenvolvimento e deverá passar por testes de resistência à umidade e a impactos, durabilidade, segurança e adaptação aos diferentes tipos de barcos. Paralelamente, os estudanescalpelamentotes realizam ações educativas nas ilhas de Abaetetuba, orientando as comunidades sobre a prevenção dos acidentes. A equipe pretende avançar para um modelo em tamanho real e realizar testes diretamente nas embarcações, ouvindo também os moradores ribeirinhos. A iniciativa busca transformar o miriti, tradicionalmente associado ao artesanato paraense, em uma tecnologia social amazônica voltada à proteção e à segurança de quem depende diariamente dos rios.

Miriti, matéria-prima símbolo de Abaetetuba, ganha nova aplicação em projeto voltado à segurança nos rios.

MARES & RIOS

FORMAÇÃO
A diretoria do Caixaparah participou do IV Fórum de Formação Esportiva das Capitais, realizado no salão nobre da Assembleia Paraense, em Belém, por iniciativa do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC). Liderada pelo presidente Alberto Henrique, a comitiva acompanhou debates sobre formação esportiva, desenvolvimento de jovens talentos e fortalecimento dos clubes, com a participação de nomes como Magic Paula e André Heller, embaixadores do CBC.

O diretor financeiro Fernando Guerreiro também teve atuação destacada nos debates, ao lado da diretora Luana Barros, do diretor de Esportes Carlos Sérgio e de funcionários da entidade, reforçando o compromisso do Caixaparah com a qualificação de suas ações e a descoberta de novos talentos esportivos.

Os membros do Caixaparah presidido por Alberto Henrique prestigiaram o IV Fórum de Formação Esportiva das Capitais.

ABRAJET
A presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo seção Pará(Abrajet), Isa Arnour, visitou o secretário estadual de turismo do estado, Emílio Bernardo (foto), à fim de convidá-lo para o 41° Congresso Nacional da Abrajet, que irá acontecer em Recife, no mês de novembro, com representantes de vários estados brasileiros, sob o comando do atual presidente da entidade, o tocantinense Luiz de Sousa Pires.

CRESCIMENTO
No embalo dos resultados da COP 30, a economia paraense continua em alta e gerou, em 2026, 21 mil novos empregos formais, o maior da região norte. Os dados são da Secretaria Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e do Dieese. O comércio e serviços, turismo, indústria mineral, construção civil e a agropecuária foram os principais setores que contribuíram para o crescimento.

PALMA
O Pará, responsável por cerca de 90% da produção brasileira de óleo de palma, se prepara para receber a PalmCon 2026, nos dias 17 e 18 de novembro, em Belém. Promovido pela Abrapalma, o evento reunirá produtores, pesquisadores, investidores e representantes do poder público para debater os desafios, oportunidades e o futuro da cadeia produtiva da palma de óleo, setor que movimenta bilhões de reais, gera emprego e renda e avança em tecnologia, inovação e sustentabilidade no estado.

SAFRA
Com a chegada de setembro e o aumento da oferta de frutas no Pará, cupuaçu, acerola, muruci, taperebá e manga estão entre as principais opções da safra, além de banana, abacaxi e açaí. O período favorece preços mais acessíveis nas feiras e supermercados e produtos com melhor sabor, textura e frescor. Segundo a nutricionista Ana Heliza de Jesus Bartolomeu, as frutas também são importantes fontes de fibras e ajudam na saciedade. A orientação é aproveitar a maior oferta para consumir os produtos in natura ou congelar polpas, como a de cupuaçu, prolongando o aproveitamento da safra e evitando desperdícios.

SABORES
A Ilha de Algodoal, em Maracanã, recebe neste sábado (5) e domingo (6) o 1º Festival Gastronômico de Algodoal, com o tema “Um Mar de Sabores”. Realizado na Praça Roso Teixeira, das 17h30 às 23h e com entrada gratuita, o evento reunirá 12 empreendedores locais com pratos, produtos e serviços ligados à gastronomia, hospedagem e turismo. A programação terá ainda apresentações do DJ Márcio Lins e do Coletivo de Carimbó Balanço do Mar, além de ações de coleta seletiva. A iniciativa busca valorizar os sabores regionais, fortalecer os pequenos negócios e impulsionar o turismo e a economia da ilha.

Fonte: Coluna Navegação em Foco

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